Morreu, aos 88 anos, o poeta uruguaio Mario Benedetti (eu já havia falado dele aqui). Com ele, vai-se embora um pouco da graça do mundo, da alegria, da poesia das pequenas coisas.Quando penso em Benedetti sempre toca como música de fundo na minha cabeça, a canção Love Theme, de Ennio Morriconi, trilha sonora de Cinema Paradiso. Isto porque Benedetti era assim... um sujeito de olhar manso, cara de avô de filme e singeleza nos versos.
Traçava sua poesia com uma simplicidade só encontrada na genialidade. Nada de grandes versos programados metricamente, pensados durante dias, analisados palavra por palavra, para que tudo case perfeitamente. Era simples, fluente, singelo, puro.... fantástico.
Benedetti escreveu em toda sua vida mais de 80 livros de poesia, romance, contos e ensaios, além de roteiros para o cinema. Ganhou prêmios, viveu a vida...
Sua última obra publicada foi o poemário "Testigo de Uno Mismo", no ano passado. Benedetti estava trabalhando em um novo livro de poesia, que tinha o título provisório (e oportuno, diga-se de passagem) "Biografía para encontrarme".




